dias atrás, uma amiga falou: - você mudou.
embora eu não a tenha respondido, ao ouvirmos isso, dificilmente, não reagiremos. alguns se sentiriam incomodados (um eu passado, com certeza), outros, não se perturbariam.
embora mudanças me desestabilizem - por exemplo, a simples troca de layout de um app - e a razão é meu lento processo adaptativo, essa fala não me incomodou. eu confesso, eu mudei.
o tempo me ensinou que ser estático, imutável, reacionário é contraditório. do nascimento à morte, é impossível sermos sempre os mesmos.
a vida, a Graça, a arte, a Bíblia, a ciência, a teologia, a história, a filosofia, a igreja, a família, os amigos, os queridos, as viagens, as línguas foram meus educadores. me mudaram(ão), me transformaram(ão).
como escreveu o escritor: “deixem que Deus os transforme pela renovação da mente.”
como cantou o cantor: “eu vou desdizer aquilo tudo que eu lhe disse antes. eu prefiro ser essa metamorfose ambulante.”
o eu que escreve agora é diferente do de ontem e será diferente também do de amanhã.